
A 13 de outubro, o Windows 11 24H2 chegou ao fim das atualizações nas edições Home e Pro. Na mesma data, o Windows 10 Enterprise LTSB 2016 também deixou de receber correções. A atualização cumulativa de outubro é a última destas versões.
Quem gere um parque grande conhece o tipo de pergunta que vem a seguir: quantos postos de trabalho estão nesta versão? E em quanto tempo saem dela?
A data é pública e vale para todos. O que é só seu é a lista de máquinas, a velocidade da rede entre a sede e as filiais e a janela em que cada unidade aceita intervenções.
O que terminou a 13 de outubro
Segundo a página de ciclo de vida da Microsoft, o Windows 11 24H2 Home e Pro entrou em suporte a 1 de outubro de 2024 e teve o fim marcado para 14/10/2026 às 06h59 no horário do Pacífico. São exatamente dois anos de vida para a versão. As datas estão no Microsoft Learn.
A versão seguinte já tem prazo: a 25H2 recebe atualizações até 13/10/2027. E a 26H2, lançada a 29/09/2026, vai até 10/10/2028.
A última atualização veio grande. O BleepingComputer contou 1.411 falhas corrigidas no Patch Tuesday de outubro de 2026, recorde da série, sem contar 348 corrigidas antes no mesmo mês. Um dos três zero-days já estava a ser explorado: um contorno do Mark of the Web na shell do Windows. O levantamento está no BleepingComputer.
O ponto prático: a máquina que continuar na 24H2 não recebe correções para as próximas falhas. O sistema continua a funcionar, e a exposição cresce todos os meses.
A versão do Windows não é um número que se saiba de cor
A pergunta "quantos postos de trabalho estão na 24H2?" parece simples. Na prática, transforma-se em três perguntas: que versão, que edição e que unidade.
A data acima vale para Home e Pro. As edições Enterprise e Education seguem um calendário próprio, e a mesma página de ciclo de vida tem de ser consultada para cada uma. Um parque misto, com Pro comprado no retalho numa filial e Enterprise na sede, tem dois prazos em simultâneo.
Sem um inventário fiável, a contagem é feita por amostragem e folha de cálculo. Com ele, é um filtro. A página do Tz0 Inventory descreve o resumo de dispositivos com o sistema operativo lido pelo agente em cada posto de trabalho, e é daí que a lista da 24H2 deveria sair.
Atualizar a versão pesa mais do que o patch do mês
Uma atualização de versão do Windows costuma ser bem maior do que a cumulativa mensal. Multiplique pelo número de postos de trabalho e a conta recai sobre a ligação entre a sede e a filial, não sobre o servidor.
Há três situações que aparecem em quase todos os parques grandes:
- a filial com uma ligação estreita, onde dezenas de postos a descarregar ao mesmo tempo deitam abaixo o sistema de atendimento;
- o posto de trabalho que estava desligado na janela e fica para trás sem que ninguém repare;
- a transferência que cai a meio e recomeça do zero.
Nenhuma delas é um problema da versão do Windows. São problemas de distribuição, e a decisão de quando e como distribuir é da TI, não da Microsoft.
O fim do suporte é uma data. A migração é uma fila, e quem controla a fila é quem conhece a rede.
Cinco perguntas antes de montar a vaga de atualização
- Quantos postos de trabalho por versão e edição? Separe a 24H2 Home/Pro das restantes e liste por unidade.
- Quais não aguentam a versão nova? Hardware, controladores e aplicações antigas descobrem-se num grupo piloto, antes da vaga geral.
- Qual é a janela de cada unidade? Sede de madrugada, filial ao fim de semana, setor crítico com data própria.
- Quanta largura de banda pode a distribuição usar? Defina um limite por destino, para que a migração não concorra com a produção.
- Como saber quem terminou? Quem instalou, quem falhou e quem ficou para a próxima janela tem de estar numa lista, não numa suposição.
A resposta à última pergunta é a que costuma faltar. Sem ela, a TI descobre a máquina atrasada quando alguém abre um pedido de suporte, ou quando a auditoria pede a evidência.
Como o Trauma Zer0 trata este trabalho
O Tz0 Deploy é o módulo de distribuição de software em larga escala. Segundo a página, o pacote é aprovado uma vez no servidor central e o agente de cada posto de trabalho vai buscá-lo na sua vez, sem pasta partilhada e sem técnico a levar uma pen USB.
A página lista o que interessa a uma vaga como esta: instalação silenciosa, janela agendada por destino (sede, filiais, correção crítica imediata), controlo de largura de banda, retoma automática de transferências interrompidas e, no fim, a verificação de quem instalou, quem falhou e o que foi reagendado. A máquina desligada na janela entra na seguinte. Todo o fluxo corre dentro da rede do cliente.
Há um limite que tem de ficar dito: a página descreve a distribuição de pacotes e correções de segurança, e não detalha a atualização de versão do Windows em si. Se a sua migração depende disso, é um ponto a levar à avaliação técnica, com a sua topologia em cima da mesa.
Para saber de onde partir, o Tz0 Inventory dá a contagem por versão. Para os restantes passos, o fluxo é o do Deploy: pacote, alvo, janela, distribuição e verificação.
A próxima data já está no calendário
Depois da 24H2 Home/Pro, a Microsoft já apontou novembro para o Windows 11 23H2 Enterprise, Education e IoT Enterprise. Quem trata cada fim de suporte como uma urgência isolada refaz o mesmo trabalho todos os trimestres. Quem monta uma rotina de inventário, piloto, janela e verificação fá-lo uma vez e repete.
Há dois textos do blogue que tratam de peças desta rotina: o fim do suporte do Office 2021 e a priorização de um Patch Tuesday com centenas de falhas.
Se o seu parque tem postos de trabalho na 24H2 e ainda não sabe quantos, peça uma avaliação do Trauma Zer0 e leve a topologia das filiais. A conversa começa pela lista de máquinas.