
Hoje, 13 de outubro de 2026, o Office 2021 chega ao fim do suporte. A 10 de novembro, é a vez do Windows 11 23H2 nas edições Enterprise e Education. Duas datas no mesmo mês, e ambas caem em cima de um parque que ninguém verificou de ponta a ponta.
O calendário da Microsoft é público e ninguém o discute. O que costuma faltar é a outra metade da conta: quantos postos de trabalho da sua empresa estão, neste momento, nestas versões.
Se a resposta depende de uma folha de cálculo de há dois anos, o problema já começou.
O que termina, e quando
Segundo a página de ciclo de vida da Microsoft, o Office 2021 segue a Política de Ciclo de Vida Moderna e sai do suporte a 13 de outubro de 2026. A página lista as edições Home and Business, Home and Student e Professional, para Windows e Mac. Quem usa outra edição deve verificar a respetiva linha na Microsoft, em vez de presumir.
Na tabela de versões do Windows 11 Enterprise e Education, a 23H2 termina a 10 de novembro de 2026. A 24H2 vai até outubro de 2027, e a 25H2, até outubro de 2028. A página foi atualizada em outubro de 2026.
Sair do suporte não deita nada abaixo. O posto de trabalho continua a arrancar e o Word continua a abrir. O que muda é que uma falha descoberta amanhã não terá correção oficial para esta versão.
Porque é que o risco não é o programa, é o desconhecimento
Num parque pequeno, alguém sabe de cor onde está cada versão. Num parque de milhares de postos de trabalho, espalhados por filiais, balcões e unidades, ninguém sabe.
As instalações do Office não nasceram juntas. Uma máquina veio com a licença de 2021, outra foi restaurada a partir de uma imagem antiga, outra foi reinstalada por um técnico com o suporte de instalação que estava à mão. O resultado é um parque com mais de uma versão, sem um registo que diga qual está onde.
O fim do suporte é uma data. Aquilo de que a TI precisa é de uma lista de máquinas.
Quatro perguntas para responder esta semana
- Quantos postos de trabalho têm o Office 2021 instalado, e em que unidades?
- Quantos deles correm o Windows 11 23H2, e quais pertencem às edições Enterprise ou Education?
- Das máquinas afetadas, quais têm um utilizador que realmente abre o Office, e quais só carregam a instalação?
- Quem aprova a mudança de versão, e em que janela pode ser feita sem parar um balcão ou uma linha de produção?
As duas primeiras são de inventário. A terceira, de utilização. A quarta, de distribuição. Nenhuma se responde com opiniões; todas se respondem com dados recolhidos no próprio posto de trabalho.
Duas datas juntas somam trabalho
Tratada em separado, cada data passa a ser um projeto. O Office 2021 fica com uma equipa, o Windows 11 23H2 com outra, e as duas listas só se cruzam por acaso.
Na prática, o posto de trabalho que está nas duas versões é a mesma máquina, com o mesmo utilizador e a mesma janela de manutenção. Se a TI tratar uma de cada vez, a mesma máquina é interrompida duas vezes em quatro semanas. Uma só lista, com as duas colunas, evita isso.
A ordem também importa. Quem deixa a 23H2 para depois de 10 de novembro passa a ter, além do Office, um sistema operativo sem correção oficial no mesmo posto de trabalho.
Do inventário à substituição, por ordem
Primeiro, a lista
Sem a lista de quem está em que versão, qualquer plano é um palpite. Tem de vir do posto de trabalho, não de um registo manual, porque o registo envelhece no dia seguinte.
Depois, o que vale a pena migrar
Nem todas as instalações do Office merecem uma licença nova. Antes de comprar a versão seguinte, convém saber que postos de trabalho usam o programa. O texto sobre auditoria de licenças trata desta diferença entre instalado e usado, e ela vale tanto aqui como na hora da auditoria.
Por fim, a distribuição
Com a lista e o recorte definidos, a mudança tem de chegar às máquinas sem um técnico em cada ponto. O raciocínio de decidir por máquina, e não por parque, é o mesmo do ESU do Windows 10: o que muda de um posto de trabalho para outro é o que decide a ação.
Como o Trauma Zer0 trata este trabalho
O Tz0 Inventory faz a primeira parte. Segundo a página do módulo, o mesmo agente corre em computadores de secretária, portáteis, servidores e terminais de autoatendimento Windows, a recolha é automática e contínua, e só a diferença circula na rede depois do primeiro levantamento. Os equipamentos desligados ou fora da rede entram no retrato quando voltam.
A consola web mostra, no resumo dos dispositivos, o sistema operativo e a versão do Office de cada um, lidos pelo agente e não introduzidos à mão. É a lista de que o plano precisa. O módulo também cruza o instalado com o comprado, para apontar licenças sem uso antes da renovação.
Para a mudança, o Tz0 Deploy instala, atualiza e desinstala sem interação do utilizador. A janela é agendada por grupo (madrugada para a sede, fim de semana para a filial), a largura de banda é limitada para não concorrer com os sistemas de produção, e a máquina que estava desligada entra na janela seguinte. A página descreve o fluxo em cinco etapas: empacotar, definir o alvo, agendar, distribuir e verificar.
Tudo isto corre na rede do cliente, e os dados do parque ficam no servidor da própria empresa. A decisão sobre que versão mantém suporte continua a ser sua; o módulo entrega a lista e o meio de a executar.
O calendário já está escrito
As duas datas são conhecidas desde que as versões saíram. O que muda de um parque para outro é o tempo que a TI leva a saber o que tem de tratar.
Se quiser ver esta lista no seu próprio parque, peça uma avaliação do Trauma Zer0 e veja o resumo dos dispositivos preenchido pelo agente.