Trauma Zer0
PT

Auditoria de licenças: instalado não é o mesmo que usado

48% das empresas foram auditadas em 2026 e só 36% veem o próprio parque. Saiba o que responder ao fornecedor e como encontrar licenças pagas e paradas.

Diagrama com um cartão azul "Instalações" ligado por uma seta a três cartões brancos: em uso todas as semanas, instalado e parado (com ponto de alerta) e fora da rede (com ponto de alerta).

O fornecedor de software envia a carta de auditoria. O prazo para responder é curto e a pergunta é direta: quantas instalações tem a empresa e quantas licenças comprou.

Quem gere milhares de postos de trabalho sabe quanto custa responder a isto à pressa. A resposta sai de folhas de cálculo, da memória e de e-mails antigos.

E o problema raramente é a conta em si. É que ninguém sabe, com data e fonte, o que está instalado hoje.

O que os estudos mostram sobre auditorias

O relatório State of ITAM 2026, da Flexera, publicado em junho de 2026 com mais de 500 profissionais de gestão de ativos de TI, indica que 48% das organizações foram auditadas no último ano.

O mesmo estudo mostra que 44% gastaram mais de US$ 1 milhão em auditorias nos últimos três anos.

E só 36% dizem ter visibilidade completa do próprio parque de TI. O valor desceu face aos 43% de 2025, segundo a própria Flexera.

São números de um inquérito global, não de um país em particular. Mas o mecanismo é o mesmo em qualquer lado: quem não vê o que tem negoceia a auditoria em desvantagem.

A visibilidade vem antes da conformidade

Uma auditoria de licenças é, no fundo, uma pergunta sobre inventário. O fornecedor tem o contrato dele. A empresa precisa de ter o seu próprio retrato do parque.

Se o retrato é um levantamento de há seis meses, já está errado. A filial instalou um programa, o departamento herdou três portáteis, a máquina que deixou de ser usada continuou com o software no disco.

Numa auditoria, o que não se consegue provar costuma contar contra a empresa.

Por isso o trabalho começa antes da carta, no dia a dia, com recolha contínua e não com um esforço de última hora.

Na prática, isto significa três coisas: saber o que está instalado em cada posto de trabalho, saber o que foi usado e durante quanto tempo, e guardar esses registos num local que a própria empresa controla. Sem as três, a resposta ao fornecedor passa a ser uma estimativa.

O erro tem dois sentidos

Licença usada e não paga

É o risco que todos conhecem: mais instalações do que direitos comprados. O fornecedor cobra a diferença, e cobra-a ao preço dele.

Licença paga e não usada

É o erro silencioso. A empresa renova, todos os anos, programas que ninguém abre. Ninguém se queixa, porque ninguém vê.

Os dois erros têm a mesma causa. Quem só conta instalações não sabe se o programa é usado, e quem só olha para o contrato não sabe o que está instalado.

O que responder quando a carta chega

Antes de qualquer negociação, a equipa de TI tem de conseguir responder a cinco perguntas, por programa:

  • Em quantas máquinas está instalado hoje, e em que versão?
  • Quantas licenças comprou a empresa, e onde está o comprovativo?
  • Em quantas dessas máquinas foi realmente usado nos últimos meses?
  • Que máquinas estão desligadas ou fora da rede, mas continuam com o programa?
  • Que renovação vence primeiro, e o que é possível devolver antes dela?

A terceira pergunta é a que quase ninguém responde. Instalado não é o mesmo que usado, e a diferença é dinheiro.

Porque é que a folha de cálculo não chega

A folha de cálculo de licenças nasce certa e envelhece depressa. Cada nova instalação, cada máquina trocada e cada programa removido afastam-na um pouco mais da realidade.

Num parque grande e segmentado, o desvio acumula-se nas pontas: agências, fábricas, unidades que raramente entram no levantamento manual.

Há ainda a diferença de ritmo. O contrato muda uma vez por ano, na renovação. O parque muda todos os dias. Comparar os dois exige um retrato que se atualize sozinho, ao mesmo ritmo do parque.

E o retrato tem de guardar histórico. Uma auditoria olha para um período, não para um instante, e a pergunta "este programa já foi usado aqui?" só tem resposta se o uso foi registado quando aconteceu.

Como o Trauma Zer0 trata as licenças

O Tz0 Metering mede quanto tempo cada programa é de facto usado em cada máquina, em tempo real e com histórico. A página do módulo descreve a identificação de licenças pagas e não utilizadas antes da renovação, que é o momento em que a devolução ainda faz diferença.

O módulo mede o uso de recursos, não o comportamento individual: não usa câmara nem captura de ecrã. É operado a partir do Dashboard.

O outro lado vem do Tz0 Inventory, que regista todos os programas instalados, com versão, data e origem, e compara o que está instalado com o que foi comprado. Também gera relatórios para auditoria de software.

Os dois trabalham com os dados dentro da rede da empresa: ficam no servidor do cliente, não num serviço de terceiros. Na banca, na saúde e na administração pública, isto costuma encurtar a conversa sobre o que pode e o que não pode sair da rede.

Nenhum dos módulos negoceia com o fornecedor pela empresa. O que fazem é entregar o retrato que a negociação exige.

Comece pela renovação mais próxima

Não é preciso resolver o parque inteiro de uma vez. Escolha o contrato que vence primeiro e responda às cinco perguntas só para ele.

Se a resposta à terceira pergunta for "não sei", esse é o ponto de partida. Quem sabe quanto cada programa é usado negoceia a renovação com números, e não com receio.

Para ver como isto fica com o seu parque, dentro da sua rede, peça uma avaliação em traumazero.com/trial.

Para ir mais longe, leia também como a gestão de ativos de TI se reflete nos resultados e porque fazer auditorias de TI periodicamente.

Quer ver isso funcionando no seu parque?