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Setenta e cinco mil reais que não foi preciso gastar.

A Caldema fabrica caldeiras e equipamentos para a indústria sucroalcooleira, de pasta e papel, mineira e petroquímica. Em 2011 comprou o Tz0 Metering para responder a uma pergunta simples a que ninguém conseguia responder: das licenças que a empresa paga, quais estão a ser usadas?

R$ 75 mil
Em licenças que a compra ia aprovar e que a medição mostrou não serem necessárias.
49 segundos
De utilização num mês inteiro, pelo colaborador que mais insistia que precisava do software.
15 anos
De Metering no parque, desde 2011.
500 pessoas
Em 120 mil m² de escritórios, engenharia, pavilhão industrial e qualidade.

O ponto de partida

Renovar licenças às cegas.

A empresa investia na compra e renovação de software sem conseguir medir o retorno. O pedido chegava, o utilizador afirmava que precisava, a TI não tinha como contestar — e a licença era comprada. O erro só aparecia no orçamento do ano seguinte, diluído.

Na época nós compramos o Metering pra ver qual era o uso efetivo do pessoal.
André BononiCoordenador de TI · Caldema

O que a medição mostrou

Dez licenças, R$ 7.500 cada, nenhuma necessária.

Havia um pedido de dez licenças de um software caro — R$ 7.500 por posto, R$ 75 mil no total. Antes de aprovar, a TI olhou para a utilização real medida pelo Tz0. Nenhuma das dez era necessária. O que o relatório mostrou foi um problema de procedimento, não de falta de licenças; corrigido o procedimento, a compra deixou de existir. No mesmo levantamento apareceu o caso que a equipa ainda hoje conta: o colaborador que mais defendia a necessidade do software tinha-o utilizado, no mês inteiro, durante quarenta e nove segundos.

Foi onde que nós apuramos, por exemplo, que a pessoa que mais dizia ter necessidade do software, dentro do mês só utilizou o mesmo por 49 segundos.
André BononiCoordenador de TI · Caldema

O que lá corre

Um módulo, uma pergunta.

A Caldema não comprou uma suite. Comprou o módulo que responde à pergunta que estava a custar dinheiro — mais de cento e cinquenta licenças dele, logo na primeira compra.

O que mudou

O pedido passou a ser uma consulta.

Hoje, o pedido de licença passa por uma verificação antes de se transformar em compra. Quando o relatório mostra que uma licença existente está parada, ela é reatribuída em vez de duplicada. O retorno acumulado que a coordenação de TI atribui ao módulo ultrapassa os cem mil reais — quase todo em despesa que não aconteceu.

Hoje conseguimos ver onde, como e quanto tempo o pessoal está usando o software.

André Bononi
Coordenador de TI

Se identificamos que alguém não está usando, passamos para outra pessoa.

André Bononi
Sobre a reatribuição de licenças

Indústria de caldeiras para os setores sucroalcooleiro, de pasta e papel, mineiro e petroquímico.

Caldema
Indústria · São Paulo

Porque renovam

O retorno de não comprar.

O argumento da Caldema não é sobre a produtividade das pessoas — é sobre contratos de software. Medir a utilização muda a posição da TI na negociação do licenciamento, porque troca a afirmação do utilizador por um número verificável.

Só de eu não precisar instalar, não ter que adquirir uma licença sem necessidade, o retorno já é grande. Com o produto nós já tivemos pelo menos uns R$ 100.000,00 de retorno do investimento.
André BononiCoordenador de TI · Caldema

Caso registado a partir de entrevista com a coordenação de TI da Caldema. A utilização do Tz0 Metering começou em 2011; os valores citados referem-se ao período apurado na entrevista. As citações mantêm o texto original em português do Brasil.