
A 14 de outubro, o ESU do Windows 10 entra no segundo ano. O preço por máquina duplica.
Para quem tem cinquenta computadores, é um ajuste de orçamento. Para quem gere milhares de postos de trabalho, em agências, fábricas e unidades espalhadas pelo país, é uma decisão que precisa de uma lista.
E a lista tem de dizer, máquina a máquina, o que fazer: atualizar, trocar, cobrir por mais um ano ou desligar.
A conta do segundo ano
Segundo a tabela comercial divulgada pela Managed Solution, o ESU custa US$ 61 por dispositivo no primeiro ano, US$ 122 no segundo e US$ 244 no terceiro, que termina a 12 de outubro de 2028.
Há uma regra que pesa mais do que o preço: quem entra no segundo ano tem de comprar também o primeiro, retroativamente. São US$ 183 por dispositivo na entrada tardia.
O tamanho do problema não é pequeno. O The Register indica que 26% dos utilizadores de Windows que o StatCounter vê online ainda usam o Windows 10, e que a HP diz que 30% dos seus clientes ainda não migraram (2026).
Adiar a conta não a reduz. Só a torna mais cara e mais difícil de explicar.
Elegível para o Windows 11 não é o mesmo que pronta
A Microsoft define os requisitos mínimos do Windows 11: processador de 1 GHz ou mais, com dois ou mais núcleos e na lista de CPUs aprovadas, 4 GB de RAM, 64 GB de armazenamento, firmware UEFI com Secure Boot e TPM 2.0 (Microsoft, requisitos do sistema).
Cada um destes itens é um facto de uma máquina específica. Nenhum vive na política de TI.
E cumprir os mínimos não quer dizer correr bem. Um equipamento com 4 GB de RAM instala o Windows 11 e passa o dia a paginar para disco.
Uma máquina que passa no verificador pode ainda ser uma máquina que ninguém quer usar.
É por isso que a decisão precisa de dois dados: o que a máquina é e como se tem comportado.
O parque grande tem um problema a mais: os dados têm de estar por perto
Numa rede grande e segmentada, o levantamento feito em folha de cálculo chega desatualizado. A filial trocou o disco, o departamento herdou dois portáteis, a máquina da sala de reuniões nunca entrou na lista.
Quando os dados de cada posto de trabalho ficam no servidor da própria empresa, sob a política da própria empresa, a consulta é interna. Não depende de autorizar a saída de informação de inventário para fora da rede, o que na banca, na saúde e na administração pública costuma ser uma conversa longa.
E a pergunta que a auditoria vai fazer é simples: que máquinas estavam cobertas pelo ESU, quais não estavam e quem decidiu. Responder "acho que a maioria" não serve como resposta.
O que separa as quatro decisões
Atualizar no local
Máquina que cumpre os requisitos e tem folga de CPU, memória e disco ao longo das semanas.
Trocar
Máquina que cumpre no papel, mas já vive no limite. Atualizar só empurra o sofrimento para o próximo pedido de suporte.
Cobrir com ESU até à data da troca
Máquina que não cumpre os requisitos, mas ainda tem de trabalhar até haver orçamento para a troca. O ESU é uma ponte, e uma ponte tem data de chegada.
Tirar da lista
Equipamento que ninguém usa. Pagar US$ 122 por ele é o erro mais barato de evitar.
Como o Trauma Zer0 trata a decisão
O Tz0 Performance mede CPU, memória e disco de cada equipamento ao longo do tempo, com o uso registado hora a hora, dentro da rede da empresa, em teletrabalho ou em deslocação.
O parque inteiro fica na mesma bitola: cada máquina recebe uma nota, de "very good" a "critical", e o módulo mostra quais estão no limite e há quanto tempo. Para a decisão do ESU, isto separa o portátil que aguenta o Windows 11 daquele que apenas o instala.
A página do módulo descreve também sugestões de ação, como upgrade de disco onde falta espaço, e dados para a decisão de compra de hardware.
O Tz0 Inventory entrega o outro lado: todos os componentes físicos e todos os programas instalados, com versão, data e origem, e o sistema operativo de cada máquina, consultados a partir do Dashboard. A descoberta e a recolha são automáticas, feitas por um agente instalado em cada máquina Windows.
O que os módulos não substituem é a leitura de itens específicos de firmware, como o estado do TPM. Trate isso como uma verificação à parte, antes de decidir compras.
O custo que não aparece na fatura do ESU
O ESU cobre correções de segurança. Não torna a máquina mais rápida, não recupera bateria gasta e não resolve o disco cheio.
Quem paga o segundo ano por um equipamento no limite compra uma ponte para uma máquina que já dá trabalho ao suporte. Os US$ 122 vêm acompanhados de horas de pedidos de suporte.
É o mesmo raciocínio da gestão de ativos de TI nos resultados: o custo do parque é a soma do que se paga e do que se perde por não ver. E há o lado da conformidade, que o RGPD no posto de trabalho já mostrou: um sistema sem correções, com dados pessoais lá dentro, é um risco que a empresa assume por decisão própria.
Duas semanas chegam para fazer o levantamento
Não é possível resolver o parque inteiro até 14 de outubro. É possível saber o que ele é.
Comece pela contagem real de máquinas com Windows 10, com versão e data do último contacto. Depois cruze-a com o desempenho dos últimos trinta dias e separe as quatro decisões acima.
Para ver como isto fica com o seu parque, dentro da sua rede, peça uma avaliação em traumazero.com/trial.