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Memória cara: substitua o PC pelo uso medido, não pela idade

Com a memória mais cara, o PC novo custa mais e a vida útil estica-se. Antes de adiar a substituição, meça o que cada máquina entrega. Idade não é desgaste.

Diagrama com um cartão azul 'Uso medido' (CPU, memória e disco) ligado por seta a três cartões brancos: substituir, reforçar e redistribuir ou retirar a máquina.

O orçamento de renovação do parque foi fechado no ano passado, com um preço de máquina na folha de cálculo. O preço que chega agora é outro.

A memória encareceu, e o PC encareceu com ela. Quem planeava substituir um quarto dos postos de trabalho este ano está a refazer as contas.

A saída mais comum é adiar. Adiar sem critério, porém, só troca um custo visível por outro que aparece mais tarde, em pedidos de suporte, em paragens e em risco.

O que a Gartner projeta para 2026

Em fevereiro de 2026, a Gartner estimou uma subida de 130% nos preços combinados de DRAM e SSD até ao fim do ano. Com isso, o preço dos PC subiria 17% face a 2025 e as vendas mundiais cairiam 10,4%. Fonte: Gartner, comunicado de 26/02/2026.

O custo da memória chegaria a 23% da lista de materiais de um PC, contra 16% em 2025. Para o fabricante, isso significa menos margem para absorver o aumento.

O ponto que interessa a quem gere um parque é outro: a Gartner espera que a vida útil do PC aumente 15% para os compradores empresariais até ao fim de 2026.

O mesmo comunicado alerta que as substituições adiadas aumentam a preocupação com vulnerabilidades de segurança e com a dificuldade de gerir equipamentos mais antigos.

Duas ressalvas. É uma projeção de mercado global, não uma medição de nenhum parque em particular, e foi publicada em fevereiro; os números do ano podem mudar. Serve para dimensionar a pressão, não para prever a sua compra.

Estender a vida útil sem olhar para a máquina é uma aposta

Se o ciclo de renovação passa de quatro para cinco anos, a decisão deixa de ser “quais substituímos este ano” e passa a ser “quais aguentam mais um ano”.

Para responder a isso, a data de compra não chega. Duas máquinas do mesmo lote, compradas no mesmo dia, chegam ao quinto ano em condições muito diferentes.

Uma passou a vida em folhas de cálculo e e-mail. A outra corre um sistema pesado, abre dezenas de separadores e vive com a memória no limite desde o segundo ano.

Substituir as duas no mesmo dia desperdiça orçamento. Mantê-las ambas por mais um ano, sem olhar, empurra a segunda para a fila dos pedidos de suporte.

Idade não é desgaste

A idade da máquina é o dado mais fácil de obter e o menos preciso para esta decisão. O que pesa é a forma como ela se comporta no trabalho real.

Há três sinais que costumam separar a máquina que aguenta mais um ciclo da que não aguenta:

  • Memória sempre perto do limite nas horas de ponta, o que obriga o sistema a trabalhar no disco.
  • Disco cheio ou lento, que se nota na demora a abrir, guardar e arrancar.
  • Processador saturado durante longos períodos, não em picos de segundos.

Repare na palavra “período”. Um pico isolado não diz nada. Uma curva ao longo de semanas mostra se o estrangulamento é rotina ou acidente.

Há ainda o outro lado: a máquina que quase não é usada. Quando a memória sobe de preço, o equipamento subaproveitado deixa de ser um pormenor. Pode ser redistribuído para quem precisa, em vez de se comprar um novo.

Três decisões em vez de uma

Com os dados de cada máquina na mão, “substituir ou não substituir” desdobra-se em três caminhos.

Substituir

Para o posto de trabalho que está no limite todas as semanas e já gera pedidos de suporte recorrentes. Aqui, a compra, mesmo cara, paga-se em produtividade.

Reforçar

Para o que tem um estrangulamento localizado, como disco cheio ou lento, e o resto em ordem. Resolver o ponto fraco pode valer mais um ano.

Retirar ou redistribuir

Para o que tem folga a mais para o que faz. Se a máquina quase não trabalha, talvez sirva a outro setor, e uma compra deixa de existir.

Num parque de milhares de postos de trabalho, a soma destas três decisões é bem diferente de uma regra única por idade. É a diferença entre comprar tudo e comprar o que é preciso.

Quando a máquina nova custa mais, saber qual delas precisa realmente de ser substituída vale mais.

Como o Trauma Zer0 trata esta decisão

O módulo Tz0 Performance acompanha o desempenho e o estado de cada máquina ao longo do tempo, e não só quando alguém abre um pedido de suporte.

Segundo a página do módulo, regista CPU, memória e disco de cada equipamento hora a hora, de modo que o que se vê é a curva da semana, e não o pico de um momento. Cada máquina recebe uma classificação, de “muito bom” a “crítico”, para CPU, memória e disco em separado.

Um agente em cada máquina envia os dados para o servidor do Trauma Zer0, que fica instalado na infraestrutura do cliente. A página diz que isto funciona na rede da empresa, em teletrabalho ou em deslocação, e que só a diferença circula na rede local.

A administração é feita numa consola web, do parque inteiro até à máquina individual. O módulo sugere ações, como reduzir, reforçar o disco ou retirar equipamento subaproveitado, e a decisão continua a ser de quem gere o parque.

As horas de estrangulamento passam a ser itens de ação, com responsável e prazo. Um item só passa de “feito” para “concluído” quando os dados confirmam a melhoria.

A página não detalha os sistemas operativos suportados, os requisitos do agente nem a retenção dos dados; convém confirmar esses pontos antes de planear. E, para saber quantos postos de trabalho existem e o que têm instalado, a relação de equipamentos vem do Tz0 Inventory.

Antes da próxima ronda de orçamento

Se a renovação vai ser prolongada, convém fazer o caminho inverso do habitual: primeiro olhar para o que cada máquina entrega, depois decidir o que comprar.

Quem já enfrentou esta pergunta com outros prazos conhece o guião. Foi assim com o ESU do Windows 10, em que a decisão também era posto a posto, e com o fim do suporte do Office 2021, em que o que faltava era a lista dos afetados.

Com a memória cara, o mesmo vale para o hardware: a data é pública, o estado das suas máquinas não.

Se quiser ver como isto funciona no seu parque, peça uma avaliação do Trauma Zer0.

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