Casos de cliente / Caldema
Setenta e cinco mil reais que não foi preciso gastar.
A Caldema fabrica caldeiras e equipamentos para a indústria sucroalcooleira, de pasta e papel, mineira e petroquímica. Em 2011 comprou o Tz0 Metering para responder a uma pergunta simples a que ninguém conseguia responder: das licenças que a empresa paga, quais estão a ser usadas?
O ponto de partida
Renovar licenças às cegas.
A empresa investia na compra e renovação de software sem conseguir medir o retorno. O pedido chegava, o utilizador afirmava que precisava, a TI não tinha como contestar — e a licença era comprada. O erro só aparecia no orçamento do ano seguinte, diluído.
Na época nós compramos o Metering pra ver qual era o uso efetivo do pessoal.
O que a medição mostrou
Dez licenças, R$ 7.500 cada, nenhuma necessária.
Havia um pedido de dez licenças de um software caro — R$ 7.500 por posto, R$ 75 mil no total. Antes de aprovar, a TI olhou para a utilização real medida pelo Tz0. Nenhuma das dez era necessária. O que o relatório mostrou foi um problema de procedimento, não de falta de licenças; corrigido o procedimento, a compra deixou de existir. No mesmo levantamento apareceu o caso que a equipa ainda hoje conta: o colaborador que mais defendia a necessidade do software tinha-o utilizado, no mês inteiro, durante quarenta e nove segundos.
Foi onde que nós apuramos, por exemplo, que a pessoa que mais dizia ter necessidade do software, dentro do mês só utilizou o mesmo por 49 segundos.
O que lá corre
Um módulo, uma pergunta.
A Caldema não comprou uma suite. Comprou o módulo que responde à pergunta que estava a custar dinheiro — mais de cento e cinquenta licenças dele, logo na primeira compra.
O que mudou
O pedido passou a ser uma consulta.
Hoje, o pedido de licença passa por uma verificação antes de se transformar em compra. Quando o relatório mostra que uma licença existente está parada, ela é reatribuída em vez de duplicada. O retorno acumulado que a coordenação de TI atribui ao módulo ultrapassa os cem mil reais — quase todo em despesa que não aconteceu.
Hoje conseguimos ver onde, como e quanto tempo o pessoal está usando o software.
Se identificamos que alguém não está usando, passamos para outra pessoa.
Indústria de caldeiras para os setores sucroalcooleiro, de pasta e papel, mineiro e petroquímico.
Porque renovam
O retorno de não comprar.
O argumento da Caldema não é sobre a produtividade das pessoas — é sobre contratos de software. Medir a utilização muda a posição da TI na negociação do licenciamento, porque troca a afirmação do utilizador por um número verificável.
Só de eu não precisar instalar, não ter que adquirir uma licença sem necessidade, o retorno já é grande. Com o produto nós já tivemos pelo menos uns R$ 100.000,00 de retorno do investimento.
Caso registado a partir de entrevista com a coordenação de TI da Caldema. A utilização do Tz0 Metering começou em 2011; os valores citados referem-se ao período apurado na entrevista. As citações mantêm o texto original em português do Brasil.