
O inventário tem má fama porque muita gente já viveu a versão má dele: a folha de cálculo que alguém preencheu numa força-tarefa, ficou desatualizada em duas semanas e nunca mais serviu para nada. O problema não era o inventário. Era ser manual e não servir nenhuma decisão.
Um inventário recolhido automaticamente pelo agente que já está na máquina é outra coisa. Tem quatro finalidades práticas.
1. Definir o que tem de ser protegido
Não existe política de segurança aplicável a um conjunto desconhecido. A cobertura de antivírus, a encriptação, a atualização e o controlo de dispositivos são todas medidas sobre um denominador — e o denominador é o inventário. Se estiver errado, todas as percentagens de segurança da empresa estarão erradas com ele, e para melhor: parecerá que a cobertura é maior do que é.
2. Sustentar decisões de compra
A idade do equipamento, o processador, a memória, o espaço em disco e o uso real ao longo do tempo transformam “precisamos de renovar o parque” numa lista específica: estas máquinas agora, estas no próximo ciclo, estas têm folga a mais para o perfil que receberam. É a diferença entre pedir orçamento e defender orçamento.
3. Controlar o licenciamento
O inventário de software responde ao que está instalado. O uso responde ao que está a ser aberto. Cruzados, os dois mostram tanto o risco de auditoria como o desperdício — uma licença cara parada é dinheiro que sai todos os meses sem contrapartida. A página do Tz0 Metering trata dessa segunda metade.
4. Encurtar o suporte
Metade do tempo de um pedido de suporte é descoberta: que máquina é, o que tem, o que mudou. Quando o histórico do equipamento está no ecrã antes de o atendimento começar, o pedido começa na segunda metade. Em volume, é a diferença entre uma equipa que reage e uma equipa que dá conta do recado.
O que torna um inventário fiável
Três características, e nenhuma é opcional: recolha automática pelo agente (não por varrimento de rede, que perde tudo o que estava desligado), atualização contínua (não uma campanha anual) e histórico (não só o estado de hoje, porque a pergunta interessante costuma ser o que mudou).
Os ecrãs do Tz0 Inventory mostram este levantamento num parque em funcionamento.